Grifo
Animal fabuloso cuja forma varia com o tempo, se bem que é facilmente reconhecível já que combina um corpo de leão com cabeça, peito, asas e garras de águia.
A cabeça pode ser de leão. As patas podem ser todas de leão ou todas de águia ou bem aparecer dois a dois.
É possível também que o corpo de felino apareça alado e seja menor, do tamanho de um lobo, e ocasionalmente pode ter a cauda de serpente.
Outras vezes se atribui corpo de leão, com cabeça e asas de águia, orelhas de cavalo e uma "cresta con aletas de pez".
Por outra parte, a postura do grifo não é uniforme: aparece ameaçador e rampante, como guardião de um trono real, como montaria de um deus ou, simplesmente, como um animal de presa. O mesmo se pode dizer a respeito de sua cor.
De todo o anterior se deduz que o grifo reúne em si os caracteres físicos dos dois animais mais poderosos da terra e do ar, o leão e a águia.
É regente do ar e também da terra.
 
SIMBOLISMO

Os antigos hebreus consideraram que o grifo representava a Pérsia e sua religião binária, o zoroastrismo, basicamente o grifo foi sempre -como tantos outros híbridos- uma figura guardiã.
Em Creta representou a valentia vigilante, e também o consideraram os antigos gregos, convencidos de que os grifos protegiam os tesouros de ouro em Escitia e Índia.
Para os romanos, foi o emblema de Apolo, o deus do sol, e esteve relacionado com Atena, deusa da sabedoria e com Nêmeses, deusa da vingança.
Com a chegada do cristianismo, o grifo se converteu na imagem de vingança e a perseguição e, já na época medieval, foi um dos pilares do simbolismo cristão, pois passou a simbolizar a natureza dual (humana e divina) de Cristo. Em qualquer caso, o grifo sempre manteve seu carácter guardião pois imagens suas em pedra (como  gárgulas) guardam freqüentemente os templos e palácios na arquitetura gótica da Baixa Idade Média.
Na realidade, toda esta enorme difusão do grifo parece deve-se a seu aspecto formal, elegante e vigoroso, no qual se presta a um papel emblemático e simbólico, antes que a uma fabulação mítica. Esta é quiçá a razão que explica o dilatado uso desta figura na heráldica, donde sempre tem representado a força e a vigilância.

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